Nem sempre a vida precisa estar em movimento. Às vezes, o que a gente mais precisa é parar. Ou melhor… recolher.
Hoje, entre tarefas adiadas e barulhos demais lá fora, meu corpo pediu pausa. E como um pequeno ritual sagrado, preparei meu chá favorito — maça com canela —, vesti minha blusa mais quentinha, e me deixei ficar no sofá. Os gatos, é claro, perceberam o clima e vieram se ajeitar perto de mim, como se dissessem: “agora sim, tá tudo bem”.
O vapor do chá subia devagar, os olhos piscavam pesados, e o único som que enchia a sala era o ronronar baixinho vindo do meu colo.
Foi ali, entre o silêncio e o calor felino, que eu me reconectei comigo mesma.
Não fiz nada produtivo.
Não li, não escrevi, não organizei.
Só respirei devagar. Só fui.
E isso foi tudo.
Descobri que tenho esse pequeno ritual de recarregar: chá, coberta, um gato por perto… e permissão. Permissão pra existir sem pressa, sem tarefa, sem cobrança.
Só existir.
Se você também sente que precisa de um intervalo gentil, te convido a criar o seu próprio ritual de pausa.
Mesmo que dure só alguns minutinhos. Mesmo que seja só um gole de chá em silêncio.
O descanso também é sagrado.
O silêncio também é cuidado.
E o ronronar… ah, o ronronar é pura cura.

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